segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Crase - Regras e casos especiais

CRASE


A palavra crase é de origem grega e significa "fusão", "mistura". 

Na língua portuguesa, é o nome que se dá à "junção" de duas vogais idênticas.

É de grande importância a crase da preposição "a" com o artigo feminino "a" (s), com o pronome demonstrativo "a" (s), com o "a" inicial dos pronomes aquele (s), aquela (s), aquilo e com o "a" do relativo a qual (as quais)

Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a crase. 

O uso apropriado do acento grave, depende da compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também, para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos e nomes que exigem a preposição "a"

Aprender a usar a crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. 

Observe:

Vou a   a igreja.
Vou à igreja.

No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição "a", exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do artigo "a" que está determinando o substantivo feminino igreja

Quando ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave.

Observe os outros exemplos:

Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna.

No primeiro exemplo, o verbo é transitivo (conhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode ocorrer.
No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto (referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição "a"
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino "a" ou um dos pronomes já especificados.

Há duas maneiras de verificar a existência de um artigo feminino "a" (s) ou de um pronome demonstrativo "a" (s) após uma preposição "a":

1- Colocar um termo masculino no lugar do termo feminino que se está em dúvida. Se surgir a forma ao, ocorrerá crase antes do termo feminino.

Veja os exemplos:

Conheço "a" aluna. / Conheço o aluno.

Refiro-me ao aluno. / Refiro-me à aluna.

2- Trocar o termo regente acompanhado da preposição a por outro acompanhado de uma preposição diferente (para, em, de, por, sob, sobre). Se essas preposições não se contraírem com o artigo, ou seja, se não surgirem novas formas (na (s), da (s), pela (s),...), não haverá crase.

Veja os exemplos:

- Penso na aluna.
- Apaixonei-me  pela aluna.
- Começou a brigar.
- Cansou de brigar.
- Insiste em brigar.
- Foi punido por brigar.
- Optou por brigar.

Atenção: lembre-se sempre de que não basta provar a existência da preposição "a" ou do artigo "a", é preciso provar que existem os dois.

Evidentemente, se o termo regido não admitir a anteposição do artigo feminino "a" (s), não haverá crase. 

Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre:

- diante de substantivos masculinos:


Andamos a cavalo.
Fomos a pé.
Passou a camisa a ferro.
Fazer o exercício a lápis.
Compramos os móveis a prazo.
Assistimos a espetáculos magníficos.


- diante de  verbos no infinitivo:


A criança começou a falar.
Ela não tem nada a dizer.
Estavam a correr pelo parque.
Estou disposto a ajudar.
Continuamos a observar as plantas.
Voltamos a contemplar o céu.

Obs.: como os verbos não admitem artigos, constatamos que o "a" dos exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.


- diante da maioria dos pronomes e das expressões de tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona:


Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.
Mostrarei a vocês nossas propostas de trabalho.
Quero informar a algumas pessoas o que está acontecendo.
Isso não interessa a nenhum de nós.
Aonde você pretende ir a esta hora?
Agradeci a ele, a quem tudo devo.

Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes podem ser identificados pelo método explicado anteriormente. 

Troque a palavra feminina por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, ocorrerá crase. 

Por exemplo:

Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.)

- diante de numerais cardinais:


Chegou a duzentos o número de feridos.
Daqui a uma semana começa o campeonato.


Casos em que a crase SEMPRE ocorre:

- diante de palavras femininas:


Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.

- diante da palavra "moda", com o sentido de "à moda de" (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):


O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.


- na indicação de horas:


Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite.
Ele saiu às duas horas.

- em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas. 


Por exemplo:

à tarde
às ocultas
às pressas
à medida que
à noite
às claras
às escondidas
à força
à vontade
à beça
à larga
à escuta
às avessas
à revelia
à exceção de
à imitação de
à esquerda
às turras
às vezes
à chave
à direita
à procura
à deriva
à toa
à luz
à sombra de
à frente de
à proporção que
à semelhança de
às ordens
à beira de

Crase diante de Nomes de Lugar


Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo "a". Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a preposição "a".

Para saber se um nome de lugar admite ou não a anteposição do artigo feminino "a", deve-se substituir o termo regente por um verbo que peça a preposição "de" ou "em"

A ocorrência da contração "da" ou "na" prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. 

Por exemplo:

Vou à França. (Vim da França. Estou na França.)
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Alegre.)
Cheguei a Pernambuco. (Vim de Pernambuco. Estou em Pernambuco.)
Retornarei a São Paulo. (Vim de São Paulo. Estou em São Paulo.)

ATENÇÃO: 

quando o nome de lugar estiver especificado, ocorrerá crase. Veja:

Retornarei à São Paulo dos bandeirantes.
Irei à Salvador de Jorge Amado.


 Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s), Aquela (s), Aquilo


Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo regente exigir a preposição "a"

Por exemplo:

Refiro-me
a
aquele
atentado.
Preposição
Pronome

Refiro-me àquele atentado.

O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição, portanto, ocorre a crase.

Observe este outro exemplo:

Aluguei aquela casa.

O verbo "alugar" é transitivo direto (alugar algo) e não exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. 

Veja outros exemplos:

Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito.
Assisti àquele filme três vezes.
Espero aquele rapaz.
Fiz aquilo que você disse.
Comprei aquela caneta.

Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais


A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as quais depende do verbo. 

Se o verbo que rege esses pronomes exigir a preposição "a", haverá crase. 

É possível detectar a ocorrência da crase nesses casos, utilizando a substituição do termo regido feminino por um termo regido masculino.

Por exemplo:

A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.

Veja outros exemplos:

São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam responder nenhuma das questões.
A sessão à qual assisti estava vazia.

Crase com o Pronome Demonstrativo "a"


A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo "a" também pode ser detectada através da substituição do termo regente feminino por um termo regido masculino. 

Veja:

Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país.
As orações são semelhantes às de antes.
Os exemplos são semelhantes aos de antes.
Aquela rua é transversal à que vai dar na minha casa.
Aquele beco é transversal ao que vai dar na minha casa.
Suas perguntas são superiores às dele.
Seus argumentos são superiores aos dele.
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Seu casaco é idêntico ao de minha colega.

 A Palavra Distância


Se a palavra distância estiver especificada, determinada, a crase deve ocorrer. 

Por exemplo:

Sua casa fica à distância de 100 Km daqui. (A palavra está determinada.)
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A palavra está especificada.)

Se a palavra distância não estiver especificada, a crase não pode ocorrer. 

Por exemplo:

Os militares ficaram a distância.
Gostava de fotografar a distância.
Ensinou a distância.
Dizem que aquele médico cura a distância.
Reconheci o menino a distância.

Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, pode-se usar a crase. 

Veja:
Gostava de fotografar à distância.
Ensinou à distância.
Dizem que aquele médico cura à distância.


Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA

- diante de nomes próprios femininos:


Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. 

Observe:

Paula é muito bonita.
Laura é minha amiga.
A Paula é muito bonita.
A Laura é minha amiga.


Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos escrever as frases abaixo das seguintes formas:

Entreguei o cartão a Paula.
Entreguei o cartão a Roberto.
Entreguei o cartão à Paula.
Entreguei o cartão ao Roberto.
Contei a Laura o que havia ocorrido na noite passada.
Contei a Pedro o que havia ocorrido na noite passada.
Contei à Laura o que havia ocorrido na noite passada.
Contei ao Pedro o que havia ocorrido na noite passada.

- diante de pronome possessivo feminino:


Observação: é facultativo o uso da crase diante de pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do artigo. 

Observe:

Minha avó tem setenta anos.
Minha irmã está esperando por você.
A minha avó tem setenta anos.
A minha irmã está esperando por você.

Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as frases abaixo das seguintes formas:

Cedi o lugar a minha avó.
Cedi o lugar a meu avô.
Cedi o lugar à minha avó.
Cedi o lugar ao meu avô.

Diga a sua irmã que estou esperando por ela.
Diga a seu irmão que estou esperando por ele.
Diga à sua irmã que estou esperando por ela.
Diga ao seu irmão que estou esperando por ele.

- depois da preposição até:


Fui até a praia.
ou
Fui até à praia.
Acompanhe-o até a porta.
ou
Acompanhe-o até à porta.
A palestra vai até as cinco horas da tarde.
ou
A palestra vai até às cinco horas da tarde.

A seguir, uma aula com a explicação de cada caso. Aproveitem.



Agora que você já sabe toda a teoria, vamos praticar.

1. Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de crase é facultativo?
a) Minhas ideias são semelhantes às suas. 
b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz 
c) Dei um presente à Mariana. 
d) Fizemos alusão à mesma teoria. 
e) Cortou o cabelo à Gal Costa.

2. "O pobre fica ___ meditar, ___ tarde, indiferente ___ que acontece ao seu redor".
a) à - a - aquilo 
b) a - a - àquilo 
c) a - à - àquilo 
d) à - à - aquilo 
e) à - à – àquilo

3. "A casa fica ___ direita de quem sobe a rua, __- duas quadras da Avenida Central".
a) à - há 
b) a - à 
c) a - há 
d) à - a 
e) à – à

4. "O grupo obedece ___ comando de um pernambucano, radicado ___ tempos em São Paulo, e se exibe diariamente ___ hora do almoço".
a) o - à - a 
b) ao - há - à 
c) ao - a - a 
d) o - há - a 
e) o - a – a

5. "Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias".
a) à - àqueles - a - há 
b) a - àqueles - a - há 
c) a - aqueles - à - a 
d) à - àqueles - a - a 
e) a - aqueles - à – há

6. Assinale a frase gramaticalmente correta:
a) O Papa caminhava à passo firme. 
b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz. 
c) Chegou à noite, precisamente as dez horas. 
d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas. 
e) Ora aspirava a isto, ora aquilo, ora a nada.

7. O Ministro informou que iria resistir _____ pressões contrárias _____ modificações relativas _____ aquisição da casa própria.
a) às - àquelas _ à 
b) as - aquelas - a 
c) às àquelas - a 
d) às - aquelas - à 
e) as - àquelas - à

8. A alusão _____ lembranças da casa materna trazia _____ tona uma vivência _____ qual já havia renunciado.
a) às - a - a 
b) as - à - há 
c) as - a - à 
d) às - à - à 
e) às - a - há

9. Use a chave ao sair ou entrar __________ 20 horas.
a) após às 
b) após as 
c) após das 
d) após a 
e) após à

10. _____ dias não se consegue chegar _____ nenhuma das localidades _____ que os socorros se destinam.
a) Há - à - a 
b) A - a - a 
c) À - à - a 
d) Há - a - a 
e) À - a - a

11. Fique _____ vontade; estou _____ seu inteiro dispor para ouvir o que tem _____ dizer.
a) a - à - a 
b) à - a - a 
c) à - à - a 
d) à - à - à 
e) a - a - a

12. No tocante _____ empresa _____ que nos propusemos _____ dois meses, nada foi possível fazer.
a) àquela - à - à 
b) aquela - a - a 
c) àquela - à - há 
d) aquela - à - à 
e) àquela - a - há

13. Chegou-se _____ conclusão de que a escola também é importante devido _____ merenda escolar que é distribuída gratuitamente _____ todas as crianças.
a) à - à - à 
b) a - à - a 
c) a - à - à 
d) à - à - a 
e) à - a - a

14. A tese _____ aderimos não é aquela _____ defendêramos no debate sobre os resultados da pesquisa.
a) a qual - que 
b) a que - que 
c) à que - a que 
d) a que - a que 
e) a qual a que

15. Em relação _____ mímica, deve-se dizer que ela exerce função paralela _____ da linguagem.
a) a - a 
b) à - à 
c) a - à 
d) à - aquela 
e) a - àquela

16. Foi _____ mais de um século que, numa reunião de escritores, se propôs a maldição do cientista que reduzira o arco-íris _____ simples matéria: era uma ameaça _____ poesia.
a) a - a - à 
b) há - à - a 
c) há - à - à 
d) a - a - a 
e) há - a - à

17. A estrela fica _____ uma distância enorme, _____ milhares de anos-luz, e não é visível _____ olho nu.
a) a - à - à 
b) a - a - a 
c) à - a - a 
d) à - à - a 
e) à - a - à

18. Estava __________ na vida, vivia _____ expensas dos amigos.
a) atoa - as 
b) a toa - à 
c) a tôa - às 
d) à toa - às 
e) à toa - as

19. Estavam _____ apenas quatro dias do início das aulas, mas ele não estava disposto _____ retomar os estudos.
a) há - à 
b) a - a 
c) à - a 
d) há - a 
e) a - à

20. Disse _____ ela que não insistisse em amar _____ quem não _____ queria.
a) a - a - a 
b) a - a - à 
c) à - a - a 
d) à - à - à 
e) a - à - à

21. Quanto _____ suas exigências, recuso-me _____ levá-las _____ sério.
a) às - à - a 
b) a - a - a 
c) as - à - à 
d) à - a - à 
e) as - a - a

22. Quanto _____ problema, estou disposto, para ser coerente __________ mesmo, _____ emprestar-lhe minha colaboração.
a) aquele - para mim - a 
b) àquele - comigo - a 
c) aquele - comigo - à 
d) aquele - por mim - a 
e) àquele - para mim - à

23. A lâmpada _____ cuja volta estavam mariposas _____ voar, emitia luz _____ grande distância.
a) a - à - à 
b) à - a - à 
c) a - à - a 
d) a - a - a 
e) à - a - a

24. Aquela candidata _____ rainha de beleza, quando foi _____ televisão, pôs-se _____ roer as unhas.
a) à - à - a 
b) à - a - à 
c) a - a - à 
d) à - à - à 
e) a - à - a

25. Eis o lema _____ sempre obedecia: ódio _____ guerra e aversão _____ injustiças.
a) à que - à - as 
b) à que - à - às 
c) a que - à - às 
d) a que - à - as 
e) a que - a - as

26. Faltou _____ todas as reuniões e recusou-se _____ obedecer _____ decisões da assembleia.
a) a - a - as 
b) a - a - às 
c) a - à - às 
d) à - a - às 
e) à - à - às

27. Expunha-se _____ uma severa punição, porque as ordens _____ quais se opunha eram rigorosas e destinavam-se _____ funcionárias daquele setor.
a) a - as - às 
b) à - às - as 
c) à - as - às 
d) à - às - às 
e) a - às - às

28. _____ alguns meses o Ministro revelou-se disposto _____ abrir _____ discussões em torno do acesso dos candidatos e dos partidos _____ televisão.
a) A - a - as - à 
b) Há - a - às - a 
c) A - à - às - a 
d) Há - à - as - à 
e) Há - a - as - à

29. _____ Igreja cabe propugnar pelos princípios éticos e morais que devem reger _____ vida das comunidades, enquanto _____ política deve visar ao bem comum.

a) A - à - à 
b) À - a - a 
c) À - à - a 
d) À - à - à 
e) A - a – a

Para acessar o gabarito destes exercícios, clique aqui.


Fonte:

Crase - Disponível em <http://www.soportugues.com.br>. Acesso em 19/09/2013.
A crase - Vídeo - Disponível em <http://www.cursoonlinegratuito.org>. Acesso em 19/09/2013.
Exercícios - Disponível em <http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/crase-exercicios>. Acesso em 19/09/2013.

O Parnasianismo no Brasil

O que é o Parnasianismo e onde surgiu?

O Parnasianismo é uma escola literária surgida no Século XIX na França e apareceu como um movimento opositor ao Romantismo, tentando lutar contra o descuido textual e o sentimentalismo exagerado. 

O interesse pela beleza trouxe a arte pela arte, com textos rebuscados e o culto à forma. 

O próprio nome dado remete a Parnasos, o lar das musas na mitologia grega, e o estilo retomou conceitos da Antiguidade Clássica como o racionalismo. 

A perfeição na escrita e a inspiração da arte, sendo a principal característica parnasiana a valorização do soneto, da métrica, da rima.


Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, a “Tríade Parnasiana”. | Foto: Reprodução


No Brasil


O surgimento do Parnasianismo no Brasil foi marcado pela publicação da obra “Fanfarras”, de Teófilo Dias, em 1882, embora tenha ganhado força com os nomes Alberto de Oliveira, Olavo Bilac e Raimundo Correia. 
O Parnasianismo foi um movimento de estilo poético que marcou bastante a elite brasileira no final do século XIX. 
No começo do movimento, ele apresentava nítida influência francesa, valorizando sempre a forma e o culto à arte. 
Com o passar dos tempos, os parnasianos brasileiros não seguiram todos os acordos propostos pelos franceses, pois muitos dos poemas apresentavam subjetividade e preferências voltadas ao que acontecia de fato no Brasil, algo que contrariava o “universalismo”, característica do Parnasianismo francês. 
Os temas universais que apareciam na França se opunham ao individualismo romântico que mostrava os aspectos pessoais, os desejos, sentimentos e aflições do autor.
O poema “Profissão de fé” , de Olavo Bilac, é uma representação da estética parnasiana no Brasil: 
Veja um trecho: 
(...) 
E horas sem conta passo, mudo, 
O olhar atento, 
A trabalhar, longe de tudo 
O pensamento. 
Porque o escrever – tanta perícia 
Tanta requer, 
Que ofício tal... nem há notícia
De outro qualquer. 
Assim procedo. Minha pena
Segue esta norma, 
Por servir-te, Deusa serena, 
Serena Forma! 
Vemos nas estrofes acima aspectos parnasianos, como “a arte pela arte”: o poeta deixa claro que a arte poética exige do autor o afastamento quanto ao que acontece no mundo. 
Ainda vemos a exaltação e procura por um rigor técnico, purismo na forma: o poeta diz que escrever requer muita perícia, cuidado e engrandece a estética formal “Serena Forma”. 
Além disso, observamos no poema a forma fixa dos sonetos, a rima rica e a perfeita ou rara em contraposição aos versos livres e brancos dos poetas românticos.

Principais características da poética parnasiana

  • A poética parnasiana se baseia no binômio culto da forma/objetividade temática, em uma postura totalmente anti-romântica.
  • A objetividade temática surge como uma negação ao sentimentalismo romântico, tentando atingir a impessoalidade e impassibilidade.
  • Era uma poesia carregada de descrições objetivas e impessoais, se opondo ao subjetivismo decadente do universalismo francês.
  • Foi uma poesia de meditação filosófica, no entanto artificial.
  • Retomava os conceitos da Idade Antiga clássica: o racionalismo e formas perfeitas.
  • Suas poesias tinham uma perfeição formal, com forma fixa dos sonetos, métrica dos versos alexandrinos (12 sílabas poéticas) e decassílabos perfeitos, rima rica, rara e perfeita.
  • O poeta evitava utilizar as palavras da mesma classe gramatical em suas poesias, buscando tornar as rimas mais ricas na estética.


Principais autores do parnasianismo brasileiro e suas obras


  • Adalberto de Oliveira: Meridionais (1884), Versos e Rimas (1895), Poesias (1900), Céu, Terra e Mar (1914), O Culto da Forma na Poesia Brasileira (1916).
  • Olavo Bilac: Poesias (1888), Crônicas e novelas (1894), Crítica e fantasia (1904), Conferências literárias (1906), Dicionário de rimas (1913), Tratado de versificação (1910), Ironia e piedade, Crônicas (1916), Tarde (1919).
  • Raimundo Correia: Primeiros Sonhos (1879), Sinfonias (1883), Versos e Versões (1887), Aleluias (1891), Poesias (1898).
  • Curiosidade: Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia formaram a chamada “Tríade Parnasiana”.


Exercícios sobre o parnasianismo

Questões:

1. (FUND. UNIV. RIOGRANDE) Marque a afirmativa correta:
a) O Parnasianismo caracterizou-se, no Brasil, pela busca da perfeição formal na poesia.
b) O Parnasianismo determinou o surgimento de obras de tom marcadamente coloquial.
c) O Parnasianismo, por seus poetas, preconizava o uso do verso livre.
d) O Parnasianismo brasileiro deu ênfase ao experimentalismo formal.
e) O Parnasianismo foi o responsável pela afirmação de uma poesia de caráter sugestivo e musical.


02. Assinale a alternativa que tenha apenas características do Parnasianismo:

a) culto da forma; objetivismo; predomínio dos elementos da natureza;
b) preocupação com a forma, com a técnica e com a métrica; presença de rimas ricas, raras, preciosas;
c) predomínio do sentimentalismo; vocabulário precioso; descrições de objetos;
d) teoria da arte pela arte; métrica perfeita; busca do nacionalismo;
e) sexualidade; hereditariedade; meio ambiente.


03. (MACKENZIE) Não caracteriza a estética parnasiana:

a) A oposição aos românticos e distanciamento das preocupações sociais dos realistas.
b) A objetividade, advinda do espírito cientificista, e o culto da forma.
c) A obsessão pelo adorno e contenção lírica.
d) A perfeição formal na rima, no ritmo, no metro e volta aos motivos clássicos.
e) A exaltação do “eu” e fuga da realidade presente.


04. (CEFET-PAR)

E sobre mim, silenciosa e triste,
A Via-Láctea se desenrola
Como um jarro de lágrimas ardentes. (Olavo Bilac)

Sobre o fragmento poético não é correto afirmar:

a) A “Via-Láctea” sofre um processo de personificação.
b) A cena é descrita de modo objetivo, sem interferência da subjetividade do eu-poético.
c) A opção pelos sintagmas “desenrola” e “jarro de lágrimas ardentes”visa a presentificar o movimento dos astros.
d) Há predomínio da linguagem figurada e descritiva.
e) A visão de mundo melancólica do emissor da mensagem se projeta sobre o objeto poetizado.

 
05. Enfocando os temas e as atitudes parnasianos:

a) a poesia parnasiana é alienada, no sentido de que ignora as questões que não sejam essencialmente estéticas;
b)
 há um acentuado desprezo pela plebe e pelas aspirações populares;
c) o artesanato poético é sua principal preocupação;
d) os parnasianos diferem da atitude impassível e anti-sentimental dos realistas;
e) é uma poesia de elaboração, fruto do “esforço intelectual”.


06. Ainda quanto a estes temas e atitudes:

a) existe uma preferência pelos temas universais, objetivos;
b) ao fazer a fixação da cenas históricas, o poeta coloca-se ao lado dos anseios de sua época;
c) a mitologia é revalorizada;
d) filosoficamente, os parnasianos são pessimistas;
e) a descrição de fenômenos naturais é freqüente em seus versos.


07. Leia os versos:

Esta, de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhantes copa, um dia,
Já de  aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.

Era o poeta de Teos que a suspendia.
Então e, ora repleta ora esvaziada,
A taça amiga aos dedos seus tinia
Todas de roxas pétalas colmada.  (Alberto de Oliveira)

 Assinale a alternativa que contém características parnasianas presentes no poema:

a) busca de inspiração na Grécia Clássica, com nostalgia e subjetivismo;
b) versos impecáveis, misturando mitologia clássica com sentimentalismo amoroso;
c) revalorização das idéias iluministas e descrição do passado;
d) descrição minuciosa de um objeto e busca de um tema ligado à Grécia antiga;
e) vocabulário preciosista, de forte ardor sensual.


Texto para as questões 08 a 10

Vila Rica

1     O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
2     Sangram, em laivos de outro, as minas, que ambição
3     Na torturada entranha abriu da terra nobre;
4     E cada cicatriz brilha como um brasão.
5     O ângelus plange ao longe em doloroso dobre.
6     O último ouro do sol morre na cerração.
7     E o, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
8     O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
9     Agora, para além do cerro, o céu parece
10   Feito de um ouro ancião que o tempo enegreceu
11   A neblina, roçando o chão, cicia, em prece.
12   Como uma procissão espectral que se move...
13   Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
14   Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove. (Olavo Bilac)
 
08. Sobressai no poema:

a) a descrição de um ambiente fictício;
b) a visão do homem infeliz;
c) um retrato valorizador da fé humana;
d) um aprofundamento do mistério humano;
e) O aspecto descritivo e a lembrança de um passado histórico.


09. Predominam no texto:

a) imagens gustativas e auditivas;
b) imagens acústicas e tácteis;
c) imagens  acústicas e olfativas;
d) imagens visuais e tácteis;
e) imagens acústicas e visuais.


10. Assinale o par que melhor se aplica ao poema:

a) manhã / tarde
b) religião / ateísmo
c) dor / felicidade
d) mistério / solução
e) opulência / decadência

Para ter acesso ao gabarito destas questões, clique aqui.
Referências:

Vilarinho, Sabrina . Parnasianismo no Brasil. Disponível em <http://www.brasilescola.com/literatura/parnasianismo-no-brasil.htm>. Acessado em 14/09/2013.

Geórgia, Nayla. Parnasianismo no Brasil – Obras e características.  Disponível em < http://www.estudopratico.com.br/parnasianismo-no-brasil-obras-e-caracteristicas/#ixzz2jiDu8bAu>. Acessado em 14/09/2013.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Critérios de avaliação de redação da UEL

Olá, alunos,

Estive fazendo uma busca para aliviá-los em relação aos aspectos que efetivamente importam durante o processo de produção textual, ou seja, a redação do vestibular.

Abaixo, fragmentos importantes da Revista Diálogos Pedagógicos publicada pela UEL sobre diversos critérios interessantes que poderão auxiliá-los nessa caminhada.

Boa leitura!

**********************

Um dos pontos fundamentais que orienta a elaboração dos critérios de análise e avaliação dos textos produzidos pelos candidatos é representado pela preocupação em se levar em conta o conhecimento que o sujeito demonstra sobre a língua em seu funcionamento.

O candidato então, em nossa compreensão, deve ser avaliado como um sujeito de escrita e de leitura. Para a educação dos dias de hoje, em que uma intensa discussão toma corpo no sentido de buscar o desenvolvimento dos conhecimentos, as capacidades de ler e de expressar-se por escrito, principalmente, figuram com destaque na lista de prioridades. A produção de um texto obedece a uma sequência de etapas nas quais se produzem formas, de início provisórias, que mais tarde vão recebendo modificações, até o momento em que se tornam uma frase, um período, um parágrafo, uma composição completa. Apontam essas formas, por outro lado, para o caráter social de toda experiência de produção comunicativa e do conteúdo de aprendizagem que esta implica.

A escrita é uma atividade especial na qual se insere uma complexidade que não está somente no interior do texto: ela provém do ambiente e das relações interpessoais. O texto escrito, pelas próprias especificidades de sua composição, possui um grau de abstração muito grande, fruto de raciocínio intenso em si mesmo, exercitado na e pela linguagem. A escrita eficaz está intimamente ligada à capacidade de pensar, de raciocinar, de dar vazão à criatividade por meio da renovação de relações, alternância de elementos e criação de novas formas de expressão. As duas práticas que garantem essa capacidade residem no hábito de ler e de escrever com frequência.

Como resultado de tais práticas, o produtor do texto vai internalizar, em condições naturais, as regras de estruturação textual que incluem os saberes: introduzir, desenvolver e concluir um assunto, marcando sua subjetividade; identificar quando deve mudar de parágrafo; instaurar no discurso as categorias de pessoa, tempo e espaço adequadamente; utilizar–se dos mecanismos discursivos de modo consciente, dentre outros procedimentos.

No Vestibular da UEL, os critérios de avaliação utilizados para a atribuição de notas consideram, basicamente, os seguintes aspectos na organização dos textos produzidos pelos candidatos:
• Informatividade (tanto no que se refere ao grau de informatividade quanto à sua organização e relevância).
• Argumentos apropriados, convincentes e válidos.
• Coerência e garantia da unidade de sentido pelos elementos da estrutura textual.
• Articulação dos enunciados e estabelecimento das relações de sentido a partir dos elementos de coesão.
• Domínio das organizações discursivas (instalação adequada no discurso de pessoa, tempo, espaço).
• Análise e criticidade no tratamento das ideias apresentadas.
• Estrutura do texto (demarcar implicitamente a introdução, o desenvolvimento e a conclusão utilizando elementos
linguísticos que estabeleçam relações de início, meio e fim).
• Originalidade.
• Observância da ordem sintática.
• Atenção à modalidade (oral ou escrita) adequada ao texto.
• Ortografia e pontuação.
• Demais normas gramaticais, como regência, concordância, sintaxe, flexão verbal etc.

É importante salientar que os textos produzidos pelos candidatos ao Vestibular da UEL apresentam uma variação de
qualidade de um processo seletivo para outro. 

Os textos que aqui serão analisados referem-se ao Vestibular 2011. A avaliação foi feita, assim, dentro do parâmetro apresentado pelos candidatos em tal processo seletivo.

Análise de provas de redação – Texto dissertativo



TEMA 1
SER INTELIGENTE SAIU DE MODA


“Nada mais brega do que bancar o inteligente”, afirmam, sem nenhuma vergonha, muitos estudantes ingleses a seus boquiabertos professores. Diante do fato, alguns dos mais brilhantes catedráticos decidiram se reunir na tentativa de explicar o fenômeno. Resultado? Se ainda não foi banido pelos professores, o adjetivo clever (inteligente) está muito perto disso. Decidiu-se inclusive que, daqui por diante, será preciso tomar cuidado antes de chamar de inteligentes os melhores alunos. Porque, segundo uma pesquisa, são exatamente os melhores da turma os que mais correm risco de cair na prática do bullying (assédio físico ou psicológico aos colegas) para tentar se livrar da pecha de chatos. Os professores estão convencidos de que os estudantes, após serem definidos como “inteligentes”, se sentem de algum modo marcados. E por isso reagem adversamente. Provas disso? Em numerosos casos, muitos deles se recusam inclusive a retirar os prêmios escolares que ganharam por medo de serem ridicularizados pelos colegas.

        Existe, no entanto, um outro aspecto mais sociológico, ligado ao desenvolvimento de uma sociedade tipicamente consumista que se agarra aos “mitos” do espetáculo e das celebridades do momento. Ou seja, não mais os grandes escritores e compositores, os cientistas e filósofos, não mais os grandes empreendedores constituem os padrões de sucesso e de afirmação social a serem perseguidos. A culpa deve ser atribuída, sobretudo, aos atuais modelos e cânones de celebridade que contribuem para bloquear os jovens, afastando-os do sucesso acadêmico. Cita-se, por exemplo, um self-made-man como Alan Sugar, popularmente conhecido como “Barão Sugar”, empresário britânico, conhecidíssimo personagem da mídia e consultor político. Nascido de família humilde, ele é hoje dono de uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilhão. A exemplo de outros homens e mulheres de sucesso contemporâneos, Sugar não costuma ler livros e gosta de se vangloriar das notas baixas que alcançou na escola. Não menos deprimente foi o panorama desenhado por Ann Nuckley, administradora escolar em Southwark, bairro no sul de Londres. Segundo ela, os estudantes preferem adotar como modelo as celebridades do momento que transitam pelas revistas de fofoca social ou as que analisam nos mínimos detalhes a gloriosa existência do último garotão que, da noite para o dia, saiu do anonimato para a luz do estrelato graças a um papel na novela da televisão.
        

(Adaptado de: PELLEGRINI, L. Ser inteligente saiu de moda. Revista Planeta, ed. 47, p. 34-35, out. 2010.)

Com base na reportagem, redija um texto dissertativo-argumentativo, indicando as razões dessa perigosa inversão de valores que caracteriza nosso momento histórico, no qual os grandes são esquecidos e desprezados e os medíocres são elevados ao olimpo dos deuses de curta duração.


Exemplo de texto acima da média (Clique na imagem para vê-la maior)




COMENTÁRIOS

No caso do texto dissertativo, esperava-se que, ao ler o trecho adaptado de um artigo publicado na revista Planeta (out/2010), o candidato se sentisse motivado a tecer argumentos sobre a inversão de valores de nosso momento histórico, em que “ser inteligente saiu de moda”.

Neste sentido, o autor do texto demonstra habilidade suficiente para a produção escrita e uma habilidosa capacidade argumentativa, ao se colocar na posição de um jovem motivado a comentar a inversão de valores na sociedade brasileira contemporânea.

O autor demonstra domínio linguístico e conhecimento de estruturação textual no que diz respeito a: introduzir, desenvolver e concluir um assunto. A sua produção apresenta argumentos convincentes, sem distorções semânticas que comprometam a informatividade.

Em termos gerais, o texto teria de ser baseado na comparação; neste caso, o autor leva em conta a apresentação de valores relativamente estáveis e aponta para a possibilidade de mudanças significativas. Isso pode ser exemplificado pelos argumentos desenvolvidos entre as linhas 06 e 15, onde o candidato expõe os motivos pelos quais considera que as pessoas são escravizadas pelo “marketing capitalista”.

Um outro aspecto dessa redação que deve ser ressaltado é a capacidade do candidato de produzir seu texto com a preocupação de apontar soluções para a superação dos problemas diagnosticados: salienta-se, por exemplo, o que o autor diz, entre as linhas 16 e 20, sobre “estigmas”, “perpetuação de valores”, “harmonia social”, “academicismo”, ou seja, o fio argumentativo do texto desenvolve-se de maneira natural e cuidadosa.

Outro fator que também enriquece esta redação é o uso da estratégia da intertextualidade, isto é, a utilização de um discurso já produzido anteriormente e que faz parte de nossa memória social. O mito de Narciso, empregado pelo autor para embasar os seus argumentos foi adequado, demonstrando conhecimento de mundo e senso de oportunidade no aproveitamento do tema. 

O título da redação vai ao encontro da temática proposta e permite delinear o desenvolvimento do assunto de maneira adequada.

O candidato, além de possuir um vocabulário bastante rico, construiu sua redação com pleno domínio das normas gramaticais, em um texto em que o encadeamento lógico das ideias e a coesão argumentativa destacam-se para garantir a clareza e a coerência textuais.

Referência:

UEL - 2011. Revista Diálogos Pedagógicos - Vestibular 2011. A UEL comenta suas provas. Vol. 3/2011. Disponível em: <http://www.cops.uel.br/vestibular/2011/RevistaDialogosPedagogicos.pdf>.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Modelo de Trabalho

Pessoal, conforme conversamos na aula de hoje, segue para download o modelo do trabalho que vocês deverão seguir, segundo as normas da ABNT.

Lembrem-se de que deverão me enviar o trabalho pelo e-mail jefinacio@gmail.com até dois dias antes da data de sua apresentação.


Livros para leitura digital

Olá, pessoal,

conforme combinado vou disponibilizar aqui os links para os downloads das versões digitais que encontrei na internet, dos livros que deverão utilizar nos trabalhos deste bimestre.

Não conseguirei colocar todos agora, mas continuem voltando a este post para verificar as atualizações, ok!